AS DECISÕES DO CONCÍLIO VATICANO II tiveram e têm até hoje importância fundamental nos rumos da Igreja e decisivas consequências na sociedade não só dos fiéis, mas universal.
Muito do que foi escrito a partir do Concílio reflete os princípios ali expostos.
São marcantes as posições tomadas pelo Papa São João Paulo II, que dedicou valiosos documentos quanto à Doutrina Social da Igreja, aprofundando-se em temas como o trabalho, a preocupação com a solidariedade entre as nações, colocando em destaque a estreita relação entre solidariedade e bem comum, solidariedade e destinação universal dos bens, solidariedade e igualdade entre os homens e os povos, sendo determinante na construção da paz.
Três encíclicas, ainda hoje citadas em documentos posteriores, marcam o ensinamento desse Papa:
Laborem Exercens (1981)- Num contexto de graves conflitos entre capital e trabalho, o Papa João paulo II diz expressamente que "o direito à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum", isto é, à destinação universal dos bens dos bens (§14). Reconhece a função social de qualquer forma de posse privada, inclusive aqueles decorrentes do progresso econômico e tecnológico.
Sollicitudo Rei Socialis (1987)- O progresso de uns, especialmente de nações já desenvolvidas, provoca profundas desigualdades sociais e injustiças que ferem a dignidade humana.
Centesimus Annus (1991)- Em memória dos 100 anos da primeira encíclica social, a de Leão XIII, o Papa São João Paulo II coloca no centro dos problemas sociais a questão da liberdade de tomar iniciativas econômicas e trata da responsabilidade dos empresários de respeitar a dignidade da pessoa e as exigências do bem comum (§43).
Depois do longo pontificado de São João Paulo II, coube ao Papa Emérito Bento XVI atualizar as questões sociais diante dos questionamentos da modernidade. Destacam-se as encíclicas que tratam da crescente globalização, crise mundial da economia e consequente aumento da miséria.
Muito do que foi escrito a partir do Concílio reflete os princípios ali expostos.
São marcantes as posições tomadas pelo Papa São João Paulo II, que dedicou valiosos documentos quanto à Doutrina Social da Igreja, aprofundando-se em temas como o trabalho, a preocupação com a solidariedade entre as nações, colocando em destaque a estreita relação entre solidariedade e bem comum, solidariedade e destinação universal dos bens, solidariedade e igualdade entre os homens e os povos, sendo determinante na construção da paz.
Três encíclicas, ainda hoje citadas em documentos posteriores, marcam o ensinamento desse Papa:
Laborem Exercens (1981)- Num contexto de graves conflitos entre capital e trabalho, o Papa João paulo II diz expressamente que "o direito à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum", isto é, à destinação universal dos bens dos bens (§14). Reconhece a função social de qualquer forma de posse privada, inclusive aqueles decorrentes do progresso econômico e tecnológico.
Sollicitudo Rei Socialis (1987)- O progresso de uns, especialmente de nações já desenvolvidas, provoca profundas desigualdades sociais e injustiças que ferem a dignidade humana.
Centesimus Annus (1991)- Em memória dos 100 anos da primeira encíclica social, a de Leão XIII, o Papa São João Paulo II coloca no centro dos problemas sociais a questão da liberdade de tomar iniciativas econômicas e trata da responsabilidade dos empresários de respeitar a dignidade da pessoa e as exigências do bem comum (§43).
Normalmente não se incluem entre os documentos da Doutrina Social da Igreja aqueles que tratam especificamente da família e da vida humana, mas se tivermos presente que toda a DSI tem por fundamento a dignidade da pessoa humana, podemos também incluir neste rol, a Exortação apostólica Familiaris Consortio (1982) e Encíclica Evangelium vitae (1995) e inúmeras cartas, mensagens e discursos sobre o matrimônio e a família como base da sociedade, o aborto, a pena de morte e a clonagem humana.
Depois do longo pontificado de São João Paulo II, coube ao Papa Emérito Bento XVI atualizar as questões sociais diante dos questionamentos da modernidade. Destacam-se as encíclicas que tratam da crescente globalização, crise mundial da economia e consequente aumento da miséria.
Deus Caritas Est (2005) - Trata da caridade como manifestação do amor de Deus, reflete sobre a justiça e a caridade, das atividades caritativas e dos responsáveis por elas.
Spe Salvi (2007) - Trata da esperança cristã, que devemos manter mesmo nas horas mais difíceis. "Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a compaixão [...] é uma sociedade cruel e desumana" (§38) Caritas in Veritate (2009) - Retoma alguns princípios da encíclica Populorum Progressio, de Paulo VI, quanto à justiça e o bem comum, trazendo a reflexão para o século XXI. (continua) |


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