segunda-feira, 27 de março de 2017

A Doutrina Social da Igreja na história

A DSI  como se identifica a Doutrina Social da Igreja, ou Ensino Social da Igreja, é um conjunto de princípios e ensinamentos da Igreja sobre questões morais relativas ao ser humano, à pessoa individualmente e suas relações sociais . Ela decorre de uma atenta reflexão feita ao longo dos anos, motivada pela necessidade de orientar o comportamento cristão a respeito das realidades sociais.
  Todo o fundamento da DSI é bíblico. É a Palavra de Deus, vivida na história,  que ilumina a razão humana para discernir à luz da fé qual a prática coerente com o projeto divino de revelar seu amor à humanidade.
Desde os profetas, no Antigo Testamento, cujos textos são aceitos por diversas confissões religiosas, até os Evangelhos e demais textos do Novo Testamento, a Igreja produziu importantes documentos sobre a questão social, que chamamos Magistério da Igreja. 
O documento moderno que deu origem a toda a DSI que conhecemos hoje é a Encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII, datada de 1891. Os documentos do Concílio Vaticano II, especialmente Gaudium et Spes, também são um marco no desenvolvimento da reflexão social da Igreja, pois a partir deles todos os papas escreveram encíclicas sociais cujo valor é reconhecido mundialmente por estudiosos do tema e autoridades internacionais.

Os mais recentes pronunciamentos, discursos, homilias e encíclicas do Papa Francisco, seja qual for o tema central que tenham em foco, sempre têm um forte conteúdo social, pois considera que “se esta dimensão não for devidamente explicitada, corre-se sempre o risco de desfigurar o sentido autêntico e integral da missão evangelizadora” (EG 176). 

“O conteúdo do primeiro anúncio tem uma repercussão moral imediata, cujo centro é a caridade.” (Francisco, EG 177).

Os principais temas tratados pela DSI são  a natureza social da pessoa humana, a sua dignidade, os valores e direitos humanos, os princípios do bem comum,  da universalidade dos bens, da subsidiariedade, da solidariedade e da participação democrática.
Os valores fundamentais da vida em sociedade – verdade, liberdade e justiça, são explicitados nas relações familiares, nas relações de trabalho, economia, política, salvaguarda do ambiente e promoção da paz.

PRINCIPAIS DOCUMENTOS

Rerum Novarum - RN - Leão XIII -  15/5/1891

Quadragesimo Anno - QA Pio XI - 15/5/1931

Pacem in Terris – PT - João XXIII - 11/4/1963

Gaudium et Spes - GS  -Vaticano II -7/12/1965

Populorum Progressio - PP  - Paulo VI- 26/3/1967

Octogesima Adveniens - AO - Paulo VI - 14/5/1971

Laborem Exercens - LE - João Paulo II - 14/9/1981

Sollicitudo Rei Socialis – SRS - João Paulo II - 30/12/1987

Centesimus Annus - CA - João Paulo II - 1º/5/1991

Deus Caritas Est - Bento XVI - 25/12/2005

Caritas in VeritateBento XVI – 29/6/2009

Laudato si’ Francisco – 24/5/2015

Amoris LaetitiaFrancisco – 19 de março de 2016




quinta-feira, 23 de março de 2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

       Hoje é o Dia Mundial da Água, criado pela ONU em 1992, para refletir sobre a questão da água. Apesar de o Brasil ter um dos maiores litorais marítimos do mundo e uma bacia hidrográfica imensa, ter no subsolo o maior aquífero, ainda não temos consciência do valor da água e que ela não é um bem inesgotável.
       Aproveitemos este dia para conhecer melhor como um cristão deve agir ao consumir a água. 
A Campanha da Fraternidade 2017, sobre os biomas brasileiros e defesa da vida, e a Encíclica de Francisco, Laudato Si' têm ótimas orientações. Entre as diversas propostas de agir da CF, destaca-se, em relação ao uso da água: 
- promover campanhas de conscientização quanto ao descarte adequado dos resíduos sólidos e esgotos sanitários, para preservar os rios, lagoas e igarapés.
        A triste constatação do Papa Francisco deve nos motivar para o agir consciente: 
"... o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável. Esta dívida é parcialmente saldada com maiores contribuições econômicas para prover de água limpa e saneamento as populações mais pobres. Entretanto nota-se um desperdício de água não só nos países desenvolvidos, mas também naqueles em vias de desenvolvimento que possuem grandes reservas. Isto mostra que o problema da água é, em parte, uma questão educativa e cultural, porque não há consciência da gravidade destes comportamentos num contexto de grande desigualdade" (LS 30).

terça-feira, 21 de março de 2017

Poluição, resíduos e cultura do descarte

       A questão da poluição ambiental é um assunto que afeta tanto os moradores da cidade quanto da área rural. Além das informações dos inúmeros programas apresentados na mídia, das notícias que circulam diariamente, é preciso conhecer a palavra fundamentada de quem tem o pensamento orientado para o bem comum, para o bem da humanidade e de toda a criação.
      Por isso transcrevo aqui um trecho da belíssima encíclica do Papa Francisco, Laudato Si' (20):

 "A exposição aos poluentes atmosféricos produz uma vasta gama de efeitos sobre a saúde, particularmente dos mais pobres, e provocam milhões de mortes prematuras. Adoecem, por exemplo, por causa da inalação de elevadas quantidades de fumo produzido pelos combustíveis utilizados para cozinhar ou aquecer-se. A isto vem juntar-se a poluição que afeta a todos, causada pelo transporte, pelos fumos da indústria, pelas descargas de substâncias que contribuem para a acidificação do solo e da água, pelos fertilizantes, insecticidas, fungicidas, pesticidas e agro-tóxicos em geral."

O Papa não se limita a lamentar o que acontece, ressalta que "são produzidas centenas de milhões de toneladas de resíduos, muitos deles não biodegradáveis", fazendo a terra, nossa casa comum, parecer um enorme depósito de lixo"  e depois de constatar que "a tecnologia, que, ligada à finança, pretende ser a única solução dos problemas, é incapaz de ver o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando outros."(22), ele apresenta algumas linhas de orientação e ação, no capítulo V:

1. O diálogo sobre o meio ambiente na política internacional;
2. O diálogo para novas políticas nacionais e locais;
3. Diálogo e transparência nos processos decisórios;
4. Política e economia em diálogo para a plenitude humana;
5. As religiões no diálogo com as ciências.

     Convido a todos a surpreender-se com as orientações do Papa Francisco e  informe-se para participar dos esforços da CRJP para cooperar com essas intenções.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Programação da CRJP

Na primeira reunião da Secretaria Executiva da CRJP neste ano de 2017, ficou determinada a programação para este primeiro semestre. A participação de dois membros da CRJP, Antonia Maria Santos Costa e Lairson Palermo, no XV Encontro nacional da CBJP, em novembro de 2016, em Brasília, fortaleceu estreitamento de laços entre as duas Comissões.
Considerando o que foi estabelecido pela CBJP naquele encontro, a CRJP programou  encontros com as temáticas propostas:

1. Resgate da democracia: relações autoritárias, estratégias de comunicação e experiências de diálogo
2. Cidade, espaço de cidadania: saneamento; mobilidade urbana; desenvolvimento sustentável com emprego e renda; habitação;
3. Rede Brasileira de Justiça e Paz.

O primeiro encontro realizou-se no dia 4 de março, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com a participação cerca de 30 membros da CRJP, sendo palestrantes Silas Fauzi, Deputado Pedro Kemp, Susana Alves da Motta e Lairson Palermo. O encontro iniciou-se com uma breve exposição sobre a identidade da CRJP, feita pela Secretária Executiva, Dra. Olga de Marco, seguido de uma apresentação da mística que anima nossos objetivos, apresentada pela Ir. Joana Aparecida Ortiz e sua equipe. 

O próximo encontro será no dia 1º de abril, no auditório da Planurb, com o tema de Estratégias de comunicação e Cidade, espaço de cidadania. 
Para o encontro de 6 de maio está prevista a presença de Daniel Seidl, de Brasília


quinta-feira, 16 de março de 2017

Princípios para a ação transformadora


O resumo postado anteriormente, não é suficiente para despertar no leitor a convicção de que convém  agir conforme os princípios do Papa Francisco, por isso reproduzo aqui o texto mais longo, extraído do doc. 105 da CNBB - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade:
               
  O Papa Francisco elenca explicitamente quatro princípios específicos que visam contribuir para a “construção de um povo em paz, justiça e fraternidade” (EG, n. 221):
1)      O tempo é superior ao espaço. Dar prioridade ao tempo é ocupar-se mais com iniciar processos do que possuir espaços. Trata-se de privilegiar as ações que geram novos dinamismos na sociedade e comprometem outras pessoas e grupos que os desenvolverão até frutificarem em acontecimentos históricos importantes. É necessário planejar e esperar os resultados da ação em um horizonte mais amplo, dentro do qual a paciência aguarda os frutos amadurecerem, a esperança supera todos os desânimos e a fé transcende os imediatismos da ação que visa resultados para construir a plenitude da existência humana (EG, n. 223).
2)      A unidade prevalece sobre os conflitos. A ação se depara sempre com situações conflitantes. A convicção de que a unidade é um princípio superior que norteia a ação permite encarar de frente o conflito e buscar caminhos de superação na direção de uma comunhão maior, anterior e para além dos conflitos, por si mesma capaz de agregar as diferenças. Para tanto, é necessário acolher e respeitar a dignidade dos outros, suas potencialidades, descobrindo sempre neles Jesus Cristo que tudo unificou em si (EG, 228-229).
3)      A realidade é mais importante que as ideias. A ação transformadora ocorre, evidentemente, a partir de um ideal transformador. Contudo, esse ideal não pode dispensar o realismo que percebe e acolhe a realidade concreta com seus desafios em cada momento da ação. A realidade é o lugar da encarnação da Palavra de Deus no decorrer da história de ontem e de hoje. Por isso, o cristão leigo é chamado a vivenciar no seu dia a dia o mistério da encarnação.

4)      O todo é superior à parte. “Entre a globalização e a localização também se gera uma tensão”(EG 234). Ainda que a parte seja o lugar imediato da ação e da encarnação do ideal, em termos de discernimento e de encaminhamento das ações, é necessário ter sempre como horizonte maior a pessoa de Jesus Cristo e o seu Reino. Desse modo, se evitarão todas as formas de isolamentos locais e de relativismos individualistas.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Princípios para promover a paz


Hoje venho compartilhar com todos os quatro princípios que o Papa Francisco elenca como necessários para quem deseja contribuir "com a construção de um povo em paz, justiça e fraternidade"( cf. Exortação apostólica A alegria do Evangelho (EG, 221). O recente documento 105 da CNBB: Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade, em seu §249, faz um breve resumo dos quatro princípios:
1. O tempo é superior ao espaço;
2. A unidade prevalece sobre os conflitos;
3. A realidade é mais importante do que as ideias;
5. O todo é superior à parte.

terça-feira, 14 de março de 2017

FORSEP E CRJP UNIDOS

A partir de hoje o blog do FORSEP volta à ativa.
Nosso afastamento se deve ao fato de ter sido criada em nosso estado a Comissão Regional de Justiça e Paz, em outubro de 2010.  Percebemos que a maioria dos nossos objetivos eram coincidentes e nossos membros, na maior parte, aderiram ao novo engajamento.
Hoje decidimos que o objetivo de fazer o melhor de nossos esforços para construir uma cultura de paz é muito maior e que juntos seremos capazes de pensar melhor e fazer mais.
É com muito prazer que convido todos os amigos a ler, curtir e compartilhar nossas postagens.