O resumo postado anteriormente, não é suficiente para despertar no leitor a convicção de que convém agir conforme os princípios do Papa Francisco, por isso reproduzo aqui o texto mais longo, extraído do doc. 105 da CNBB - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade:
1)
O tempo é superior ao espaço. Dar prioridade ao tempo é
ocupar-se mais com iniciar processos do que possuir espaços. Trata-se de
privilegiar as ações que geram novos dinamismos na sociedade e comprometem
outras pessoas e grupos que os desenvolverão até frutificarem em acontecimentos
históricos importantes. É necessário planejar e esperar os resultados da ação
em um horizonte mais amplo, dentro do qual a paciência aguarda os frutos amadurecerem,
a esperança supera todos os desânimos e a fé transcende os imediatismos da ação
que visa resultados para construir a plenitude da existência humana (EG, n. 223).
2)
A unidade
prevalece sobre os conflitos. A ação se depara sempre com situações conflitantes. A
convicção de que a unidade é um princípio superior que norteia a ação permite
encarar de frente o conflito e buscar caminhos de superação na direção de uma
comunhão maior, anterior e para além dos conflitos, por si mesma capaz de
agregar as diferenças. Para tanto, é necessário acolher e respeitar a dignidade
dos outros, suas potencialidades, descobrindo sempre neles Jesus Cristo que
tudo unificou em si (EG, 228-229).
3)
A realidade é mais importante que
as ideias. A
ação transformadora ocorre, evidentemente, a partir de um ideal transformador.
Contudo, esse ideal não pode dispensar o realismo que percebe e acolhe a
realidade concreta com seus desafios em cada momento da ação. A realidade é o
lugar da encarnação da Palavra de Deus no decorrer da história de ontem e de
hoje. Por isso, o cristão leigo é chamado a vivenciar no seu dia a dia o
mistério da encarnação.
4)
O todo é superior à parte. “Entre a globalização e a
localização também se gera uma tensão”(EG 234). Ainda que a parte seja o lugar
imediato da ação e da encarnação do ideal, em termos de discernimento e de
encaminhamento das ações, é necessário ter sempre como horizonte maior a pessoa
de Jesus Cristo e o seu Reino. Desse modo, se evitarão todas as formas de
isolamentos locais e de relativismos individualistas.

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